FLUMINENSE MAIS UMA VEZ
Acabei de chegar do Maracanã.
Embarco hoje cedo para o Paraná (vou tocar no Demo Sul e depois Curitiba), mas não podia deixar de dizer algumas palavras sobre o Flu.
Ainda na terça-feira eu me estressei com um comentário de um mestre. Ele comanda o programa Ronca Ronca da OI FM - Maurício Valadares.
Segundo Maurício, o FLU tem uma dívida simbólica pelo fato de ter voltado a primeira divisão, quando na verdade deveria disputar a terceira. Eurico teria sido o responsável pela maracutaia e o FLU para limpar essa mancha do passado, deveria por livre e espontânea vontade, forçar a queda, e na última partida do brasileirão não entrar em campo.
Foi isso que eu entendi.
Se foi isso mesmo que o meu mestre guru falou, eu lamento informar que Maurício enlouqueceu.
O Fluminense não tem dívida simbólica nenhuma.
Quem tem dívida simbólica são os cartolas, não é o clube.
O Fluminense tá acima do bem e do mal.
É um entidade dourada.
E essa torcida mereceu o espetáculo de ontem. Foi de tirar o fôlego.
Mas quero dizer também uma coisinha: o FLU tá jogando no limite. Qualquer tropeço é fatal. As contusões começam a acontecer. É um sintoma. Um time de futebol também enfarta, ao menos simbolicamente. E o FLU tá no limite.
E tá no limite por uma série de erros da administração.
Agora é correr contra o tempo.
E ontem jogou mal.
Não foi capaz de furar o bloqueio de um time medíocre como o Cerro.
Perdeu gols porque está cansado e a beira de um ataque de nervos.
É a nossa via crucis.
O martírio tricolor.
Domingo tem mais. Dessa vez o Sport de Recife, já rebaixado. Não sei o que vai acontecer.
O FLU é um time delirante porque corre contra o tempo.
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