quarta-feira, 6 de julho de 2011

CORAÇÃO ORDINÁRIO

CORAÇÃO ORDINÁRIO


Foi quando ela me disse:
você é bem sacana, menino.
Havia um clima entre a gente.
Mas ela tinha seus escrúpulos.

Eu punha, ela tirava.
Ela tirava, eu punha.
Concedeu finalmente que ficasse com a mão ali
e tentei introjetar o pai.

Ela disse "não"
e continuou a fingir que dormia.
Eu me humilhava, era um desgraçado.

Depois cansei.
Havia uma estátua grega
no seu coração ordinário.

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