quarta-feira, 13 de julho de 2011

ÚLTIMO DIA

ÚLTIMO DIA


A Rio-Bahia tem me pemitido grandes descobertas.
Não é realmente necessário uma biblioteca ou um grande livro.
Grandes descobertas podem ser feitas no dia-a-dia: dentro do ônibus, cagando, tirando meleca...
Mais uma vez voltava de Minas pela referida estrada e eis que toca Último Dia(clássico de Paulinho Moska). É a música que o acompanha, através da qual todos o identificam.
Eu sempre achei essa música uma boa idéia.
E grandes canções são feitas com boas idéias.
Mas um trecho da música me deixa encafifado:
"Meu amor
O que você faria se só te restasse esse dia...
Abria a porta do hospício
Trancava a da delegacia
"
E basta uma frase infeliz pra que canção se esvazie como um balão murcho.
Fazer canções não é fácil.
O pobre Paulinho Moska, sem se perceber, cai numa armadilha e mostra seu moralismo. Um mal que infesta a nossa MPB e que o faz um digno representante dela.
Meu último dia eu abriria tudo: o hospício, a delegacia e até o meu corpo.

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