sexta-feira, 3 de junho de 2011

BOFINHO

BOFINHO


Eu quero uma bofinho
cuja dubiedade provoque pânico
e vista de longe pareça homem.

Uma bofinho que me traia
e me roube de vez em quando.

Pra quem lave, passe e cozinhe.
E, além disso, me coma.

Uma bofinho a quem pertença
e cuja recíproca não seja verdadeira.

Que me manipule
por trás e pela frente.

Uma bofinho que use cuequinha.

Se as femininas dão nojo
e as delicadas, raiva,

eu quero uma bofinho
fria, canalha.

Que não derrame lágrimas
e não sinta piedade.

Uma bofinho a quem entregue tudo
e não receba nada.

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