CARTA ABERTA
Os assessores de imprensa fogem de mim.
Explico: minha vida profissional anda um bagaço.
Não que tenha se tornado. Sempre foi.
Mas às vezes me dá na telha fazer alguma coisa.
Sair dessa pachorra.
Eis que tenho uma idéia brilhante. E me ponho logo a executá-la.
Pesquiso no google os assessores de imprensa.
Um catatau de nomes.
E continuo pela madrugada adentro.
Eis que me deparo com um nome: Flávia Durante.
Parece legalzinha.
Seus clientes são moderninhos – essa é a condição sine qua non. Assessoria de imprensa precisa, antes de tudo, ser antenada.
Mas percebo que nossa gordinha não está fazendo mais assessoria pras bandas. Está agora ligada a uma certa empresa. Ainda assim, sugere nomes.
O primeiro, Fernanda Couto.
Então, escrevo a esta um email patético. Estejam certos de uma coisa: meus emails são sempre patéticos. Meu blog, também. Minhas músicas, também. Meus poemas, talvez.
Espero um dia, dois, três... resposta nenhuma.
Ela trabalha com Tiê, Thiago Pethit... todos muito moderninhos. Como eu queria fazer parte dessa nova geração! Rômulo Fróes podia me ajudar. Ele é um expert nisso.
Descubro então que existe um novo critério para as curadorias: seja novinho; em alguns casos, bichinha.
Mas não pensem que me desespero.
Não, não.
Escrevo também para uma certa Pamela – esta, de uma outra empresa – Alavanca.
E nada.
Ou seja: assessores de imprensa fogem de mim.
Como queria ter sido convidado para o prêmio Multishow de música! Nossa !!! Estar ao lado de Caetano, Lenine (arre!!!), Dudu Nobre, Zélia Duncan (putz!!!).
Mas se não sou convidado para o prêmio da MTV, vou ser para o do Multishow?
É querer demais, né.
Enfim, não ter sido gravado por ninguém não é nada. O duro mesmo, meus amigos, é ver os assessores fugindo.
Assim é.
Aqui se faz, aqui se paga.
Beijos
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